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Bateria do Zaca é o destaque da Tucuruvi, que apresentou problemas em sua evolução

A quarta escola a desfilar na passarela do samba, a Acadêmicos do Tucuruvi , que fez um desfile cheio de críticas sociais, teve na sua bateria o principal destaque de sua passagem pelo Anhembi. Comandada por Mestre Guma Sena,  a Bateria do Zaca empolgou o público e mostrou equilibrio, já que manteve o mesmo andamento,  de 146 bpms (batidas por minuto) durante seu desfile.

O quesito evolução deixou a desejar. O terceiro carro da escola apresentou problemas de direção e a equipr responsável encontrou dificuldades para alinhá-lo. Após o problema, mesmo com o tempo confortável, houve aceleração no andamento da escola, o que pode acarretar problemas no quesito, já que esse é um dos pontos de balizamento no manual do julgador.


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A escola da Cantareira apresentou excelentes fantasias, com uma forte impactação em seu significado. Suas alegorias representaram a luta de diversos grupos sociais, raças e gêneros em busca da liberdade e o fim do preconceito. O canto da comunidade se destacou durante o desfile, comprovando o bom trabalho da direção de harmonia.

A Tucuruvi iniciou seu desfile com uma comissão de frente com quinze componentes divididos entre índios nativos e invasores/colonizadores. Junto deles havia um elemento cênico em formato de barco. A coreografia era dividida entre o momento de chegada dos invasores e a biga pelo território indígena. Nesse momento era simulado todo o abuso do colonizador perante dos nativos, e a luta por sua terra. A primeira ala da escola representava as tribos e os “Donos da Terra”. Logo atrás estava o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira vestidos de “Abaçai e Nhamandu, a energia da criação”. Ela vestia uma indumentária com materiais naturais que faziam menção a estética indígena, como o filtro dos sonhos, com a função de purificar as energias. Ele trazia elementos em sua roupa de pele sintética e escultura animal.

A escola da cantareira levou em abre-alas o clamor do Pindorama, a terra intocada que sofre com as mudanças causadas pelo homem, a mudança cultural imposta pela colonização e as consequências do primeiro ato de escravidão em nossa terra. Com materiais rústicos naturais e materiais sintéticos a escola buscou remontar texturas e formas da natureza. Um tecido enrugado propositalmente forrava a alegoria buscando trazer aspecto mais orgânico para as peças. Uma grande escultura com as mãos amarradas remete à mãe terra aprisionada clamando pelos seus filhos. Logo atrás desfilou toda a ala musical da escola. A bateria representava o “Ímpeto de luta”, rainha e musa vestiam-se de “Guerreira africana” e “O sentimento de medo” respectivamente. As baianas também estava no primeiro setor e representava “A saudade da terra mãe”. As alas seguintes faziam referência ao período de resistência à senzala, com a travessia dos navios negreiros chegando a essência ancestral dos pretos velhos.

Segundo setor da escola foi iniciado pelo segundo carro que representava “O Tumbeiro do dia a dia” em menção aos navios negreiros que traziam os negros da África para que fossem escravizados. Nessa etapa do desfile alas como “Garimpo…cabeças que valem ouro”, “As novas ideias da abolição” passaram dando mais consistência a mensagem do enredo. Uma homenagem à Tiradentes foi feita na 11ª ala da escola.

Na terceira alegoria foi feito um cenário sobre a exploração tributária nos tempos atuais. Uma enorme ratazana se alimentando em um grande banquete a céu aberto simulando o poder. A ala atrás do carro da início ao novo tempo que a população tanto almejou. “República…o sonho de uma nova era”, “CLT…a conquista do povo” e “Somos todos iguais”. O quarto carro alegórico intitulado de “Meu canto ecoa nesta avenida” levou a proposta para passarela de ser um grande palco de manifestações nas grandes avenidas do país. Que sempre foram cenários das grandes reivindicações e ainda hoje recebem a p