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Celsinho Mody, a Estrela do Carnaval que quase abandonou a carreira e hoje vive a glória

Quem vê – e ouve – Celsinho Mody levantar o público ao cantar os sambas do Acadêmicos do Tatuapé e da Torcida Jovem Santos, em São Paulo, e do Paraíso do Tuiuti, no Rio de Janeiro, talvez nem imagine que esse bicampeão do Prêmio Estrela do Carnaval há poucos anos pensou em abandonar os microfones na folia. De fenômeno promissor na metade dos anos 2000 a ficar sem escola e pensar em desistir da folia após o carnaval de 2014, a voz da atual campeã do carnaval paulistano já conviveu com a incerteza e hoje vive a glória – literalmente.

Em entrevista exclusiva à equipe da SASP, Celsinho Mody revela que já pensou em parar e não esconde a felicidade de viver o melhor momento de sua carreira.

“Eu estou feliz demais. É aquela frase: ninguém explica as obras de Deus. A gente nunca sabe o que ele tem para a gente. Lá atrás, quando as coisas não estavam dando muito certo, isso passou pela minha cabeça. De lá para cá, a Torcida Jovem abriu a porta primeiro para mim, depois o Tatuapé. Eu estou muito feliz e quero que as pessoas sintam essa felicidade através da minha voz”, disse o intérprete.

Aos 29 anos, Celsinho, além do Tatuapé e da Torcida Jovem, já passou por outras agremiações como intérprete oficial. Camisa Verde e Branco, Mancha Verde, Nenê de Vila Matilde e Pérola Negra já foram algumas das agremiações que tiveram o jovem talento que, em 2005, foi o mais jovem intérprete da história a cantar como voz oficial um samba-enredo no Anhembi. E, após os prêmios conquistados nos últimos dois anos e o título do Grupo Especial paulistano em 2017, Celsinho atravessou a divisa entre sua cidade natal e o carnaval carioca. Um sonho que será realizado no ano que vem, ao lado da também paulistana Grazzi Brasil, e do intérprete Nino do Milênio no Paraíso do Tuiuti.

“Eu fico muito feliz pela oportunidade que estou tendo lá no Rio. Estreando no carnaval do Rio de Janeiro, que é o grande carnaval do Brasil em matéria de escola de samba, uma referência para todos nós. E seguindo, com muita responsabilidade e vontade, no carnaval da minha cidade que é São Paulo, como campeão do carnaval. Só tenho a agradecer a Deus e dizer que eu vou buscar mais”, completou Celsinho sem esconder a felicidade pelo momento.

Visando o carnaval 2018, o intérprete avalia como mudou a responsabilidade da escola, que chega para defender o título no ano que vem. O termômetro disso foi a festa do lançamento do CD, quando a agremiação foi uma das mais abraçadas pelo público e Celsinho contou com grande receptividade do público durante a apresentação do mini desfile, no último dia 2, na Fábrica do Samba.

“A nossa escola fazia um carnaval técnico para os jurados, buscando grandes colocações e os sambas se popularizaram. Agora o povo está esperando a escola, é uma posição diferente. Mas o trabalho continua sério, tal qual era antes, e vamos buscar mais uma vez uma grande colocação”, finalizou.

Com o enredo “Maranhão, os tambores vão ecoar na terra de encantaria“, desenvolvido pelo carnavalesco Wagner Santos, o Acadêmicos do Tatuapé será a quinta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, no Sambódromo do Anhembi. Campeã em 2017, a Azul e Branca vai atrás do segundo título de sua história na elite do carnaval paulistano.

Botequim da SASP