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Com a arquibancada ao seu favor, Dragões da Real impressiona e entra na briga pelo título.

Quarta escola a desfilar, a Dragões da Real trouxe uma retratação do nordeste pelos olhos da música de Luiz Gonzaga, Asa Branca. Com separação entre momentos de dor e alegria no decorrer do desfile.

A escola beirou a perfeição, desde a comissão de frente até a última alegoria. Um forte destaque foi as arquibancadas, que foram visivelmente contagiadas pelo clima irreverente da agremiação.

Comissão de frente

Trazendo a seca do nordeste, a comissão de frente realizou uma coreografia em prol do milagre, onde pediam em forma de oração forças para superar tal sofrimento.

Os detalhes dos personagens eram visíveis, roupas e dentes pintados eram encontrados. E a atuação da ala não comprometeu, porém pouca interação com o tripé foram vistas.

Casal de Mestre-sala e Porta-Bandeira

Logo atrás da Comissão estava o casal de Mestre-sala de Porta-bandeira, Rubens e Evelyn, fantasiados com a presença forte da cor bege. A porta-bandeira faz seu primeiro desfile ostentando o pavilhão oficial da agremiação. Já Rubens é super conhecido na escola, e mesmo depois de cerca de sete anos de envolvimento, afirma: “Passamos muito bem, fazia anos que eu não dançava como hoje”.

Samba e Bateria

Assim como a Evelyn, Renê Sobral também fez seu carnaval de estreia na escola, e representou em alto nível o quesito designado. O intérprete realizou diversas aberturas vocais, não poupando o ato no recuo.

A bateria Ritmo que Incendeia trouxe um andamento de 146/147, e mantiveram o bit até a linha final. O naipe de caixas foram um destaque da agremiação, e as bossas realizadas em frente ao setor B levantaram a arquibancada. Dentre as entidades do carnaval, a Dragões foi a que mais incendiou o público e trouxe o sambódromo ao seu favor.

Emocionado, o Renê Sobral afirmou: “Foi um desfile emocionante, ficará marcado para a história. Todos os quesitos levantaram arquibancada”.

Harmonia e Evolução

Cerca de todas as alas cantaram o samba, porém no final do desfile a direção de harmonia teve que segurar as alas para não passarem antes do tempo mínimo. O efeito se deu pela compactação da escola durante a passagem.

Fantasias e Alegorias

A separação de setores eram bem visíveis, o setor 1 retratava a seca do sertão, e o famoso Dragão do Abre-alas veio em forma de esqueleto. A segunda alegoria tinha muita movimentação.

Enredo

A retratação de Asa Branca foi bem divida pela comissão de carnaval, e de fácil leitura. O final foi um cenário de nordeste em festa.

Botequim da SASP