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Com conjunto visual impactante, Império sofre com evolução e fecha desfile no limite do tempo

Com um enredo de fácil leitura homenageando a história do cinema, o Império de Casa Verde realizou um desfile impactante e com o seu módulo visual em perfeito acabamento, mas apresentou problemas no quesito evolução. A escola teve dificuldades para retirar da avenida o carro abre-alas e precisou acelerar o andamento para fechar o seu desfile no limite do tempo.

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Além disso, entre a segunda alegoria e a ala coreografada á frente ocorreu um espaçamento que oscilou a evolução da escola até a total compactação do setor. 

Mostrando sincronismo e com uma coreografia irreverente, a Comissão de Frente do Tigre interagiu com o público e veio acompanhada de um elemento alegórico que contava com um telão exibindo cenas de filmes consagrados. 

Com o BPM (Batidas por minuto) de 146, a Barcelona do Samba comandada por Mestre Zoinho e pelo convidado Mestre Marcão se mostrou bem afinada e com destaque especial para os desenhos de tamborins e as batidas de caixa. 

Completando 20 anos de Anhembi, o Intérprete Carlos Jr. mostrou que os anos não são um problema para o seu desempenho sempre em alto nível e para a sua indiscutível afinação juntamente com a sua ala musical. 

Na abertura da comemoração imperiana pelos 124 anos de história do cinema, a origem de tudo: a criação pelos Irmãos Lumiére. Coreografada por André Almeida, a comissão de frente do Tigre Guerreiro apresentou a construção de uma cena, mas com personagens que normalmente estão do outro lado das câmeras. Fotógrafos, iluminadores, maquiadores, cinegrafistas, dentre outros, além é claro, do casal protagonista e dos irmãos Auguste e Louis, os idealizadores do cinema. O quesito ainda contou com um elemento cenográfico como um projetor de sonhos na Avenida.

Na sequência, Rodrigo e Jéssica Gioz representaram o cinema como a Sétima Arte e contaram com a presença de guardiões durante a passagem do casal pelo Anhembi. Ainda antes do primeiro carro da agremiação, uma homenagem ao cinema em preto e branco, com duas homenagens: a Charles Chaplin e à brasileira Carmen Miranda. Finalizando  primeiro setor, a primeira alegoria representou uma clássica sala de cinema vintage. Inspirada no “Cinema Paradiso”, representando o cinema como o grande templo da sétima arte. Destaque para a adaptação ao símbolo da MGM, fazendo com que o tradicional leão símbolo da Metro Goldwyn Mayer se tornasse o Tigre Guerreiro, símbolo da agremiação.

O segundo setor foi aberto pela Ala das Baianas da Casa Verde, representando Bela Dona. Logo nas alas subsequentes, homenagens a clássicos do cinema como “E o vento levou…”, “Marry Poppins”, “Cantando na chuva” e “A Noviça Rebelde”. Destaque que iniciou neste setor foi a fantasia da bateria, representando “Darth Vader”, personagem icônico do cinema mundial. Encerrando o setor, um dos carros mais chamativos da Império: O Mundo de Oz. Extremamente colorida, a alegoria chamou atenção pela riqueza de detalhes reproduzidos pelo carnavalesco Flávio Campello.

No terceiro setor, espaço para uma homenagem aos super-heróis e histórias de magia e fantasia. “Avatar”, “A Fantástica Fábrica de Chocolates”, “Alice no País das Maravilhas” e a saga “Piratas do Caribe” foram retratadas nas fantasias do setor. Encerrando o setor, a terceira alegoria da agremiação, um belo apanhado de sagas que marcaram a história do cinema. O carro contou com as florestas encantadas e mágicas de “Senhor dos Anéis” e “Hobbit”, os centauros e o leão Aslan de “As Crônicas de Nárnia” e os brasões de Hogrwarts e o Dragão de 3 cabeças de “Harry Potter”.

O quarto setor do desfile da Azul e Branca abordou histórias infantis e de aventuras que fizeram sucesso nos cinemas. Clássico dos anos 90 e começo dos anos 2000, Toy Story foi lembrado, com uma ala formada pelo xerife Woody e seu fiel parceiro Buzz Lightyears. Além deste, Indiana Jones, Cleópatra, O Último Imperador e Jurassic Park também foram retratados em alas da agremiação. Fechando o setor, a quarta alegoria da agremiação relembrou os filmes que marcaram gerações por suas trilhas sonoras: “Moulin Rouge”, “Priscila, a Rainha do Deserto”, “Chicago”, dentre outros. Destaque para “Titanic”, retratado na parte da frente da alegoria.

Fechando o desfile imperiano, filmes que projetaram em suas histórias como seria o nosso futuro. “ET, O Extraterrestre”, “De Volta para o Futuro”, “Robocop” e “Transformers” foram retratados nas últimas alas da agremiação. Finalizando o desfile da Império, uma das alegorias mais esperadas do carnaval paulistano 2019. Com o nome de um dos filmes da saga Star Wars (O Império Contra-ataca), que deu título ao enredo da escola da Casa Verde, a alegoria foi um verdadeiro presente aos fãs da saga Guerra nas Estrelas. Com um grande Darth Vader na parte da frente da alegoria, o carro contou com naves espaciais e alguns elementos usados na série para levar ao máximo à realidade dos filmes.

 

Botequim da SASP