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Dragões da Real realiza desfile tecnicamente perfeito

Com o módulo visual em evidência, a Dragões levou para a avenida um conjunto de alegorias bem acabadas e em perfeito equilíbrio com todos os setores correspondentes. Os carros interagiam com o público, se mostrando alegorias ”vivas”. Desenvolvidas pelo carnavalesco Mauro Quintaes, as fantasias se mostraram criativas e ricas nos detalhes de acabamento.

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Cantando durante todo o desfile, os componentes evoluíram de maneira positiva e realizaram diversas coreografias nos refrões principais do samba. Além disso, a expressão corporal se manteve nítida durante toda a apresentação da escola.

Destaque para o Intérprete Rene Sobral, que em cima do carro de som animou as arquibancadas e mostrou irreverencia durante a interpretação do samba junto com a sua ala musical, acompanhada pela bateria Ritmo que Incendeia comandada por Mestre Tornado que durante a apresentação manteve o andamento e ousou em bossas bem executadas.

A escola da Vila Anastácio abriu seu desfile fazendo referência ao Deus Cronos, figura conhecida na mitologia grega por controlar o Tempo. A comissão de frente fez um viagem no tempo, trazendo homens primitivos e o encontro irreverente com grandes personalidades, ganhado aplausos do público por onde passou. Em seguida veio o primeiro casal, Rubens Castro e Evelyn Silva, fantasiados de sol e lua, que se resevam no decorrer da história em um ciclo eterno. O imponente abre-alas da escola intitulado de “O templo de Cronos” foi inspirado em um sub gênero da ficção científica, chamado steampunk, que ganhou as telas de cinema nos anos 80.

O segundo segundo setor retratou as diversas maneiras inventadas pelo homem para controlar a hora. Tivemos a ala da ampulheta, do relógio de pulso e do relógio de pêndulo, representado na fantasia da ala das baianas. Também foi lembrado povos antigos, como os incas e os astecas, conhecidos pelas previsões apocalípticas, retratados no segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira. A segunda alegoria, Contando o Tempo, fez uma grande alusão aos mecanismos de controle das horas.

Em seu terceiro setor, a Dragões retratou o eterno sonho da humanidade em viajar no tempo, e sua máquinas criadas na tentativa de conseguir isso. O destaque ficou para a terceira alegoria da escola, que trouxe o famoso De Lorean, carro usado por McFly e Doutor Brown para viajar no tempo nos filmes da trilogia De Volta para o Futuro.

A correria dos tempos modernos, foi criticada no quarto setor da escola. Alas representando a insônia, escravidão do tempo e a expressão capitalista “tempo é dinheiro”, usaram o bom humor para dos rumos da sociedade atual, retratada na fantasia do terceiro casal da escola.

Por fim, a Dragões finalizou seu desfile falando sobre os 65 minutos que a entidade tem para buscar seu primeiro titulo do grupo Especial. Homenageou sua comunidade que luta o ano inteiro para fazer seu carnaval e que tem orgulho disso. A última alegoria mostrou a felicidade da escola e afirmou que ainda é tempo de ser feliz.

Botequim da SASP