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SASPERIA – “É Bolha no pé, É Bolha na mão, É Bolha no …” Confira a história e características da BaterECA.

Atual campeã do grupo ascendente do TABU, e campeã da pré-seletiva do Balatucada de 2016, a bateria da Escola de Comunicação e Artes de São Paulo vem em grande evolução no mundo universitário e promete animar o público com o “rugido do leão Baterecano”.

A fundação da BaterECA contou com o apoio da Rateria, bateria da escola politécnica da USP, em 2003. Assim como em diversas entidades, o propósito inicial era ser a torcida oficial da atlética em jogos participantes, no caso, o Jogos Universitários de Comunicação e Artes (JUCA). A mudança de ideologia só foi presente em 2010, quando resolveram mudar seus objetivos e assim se dedicar a qualidade do ritmo. Um dos grandes responsáveis pela mudança foi o Marcelo Garcia, antigo mestre, que impulsionou a participação da bateria em torneios, como o INTERBATUC de 2013, atitude que também atraiu mais admiradores, e sucessivamente mais alunos interessados a se tornar ritmistas. Em 2015 a BaterECA se desvinculou totalmente da atlética, fazendo com que sua renda seja feita através de eventos e parcerias com outras baterias.

A característica rítmica da BaterECA é notória, trabalhado no BPM entre 135 e 137, a execução dos chocalhos é bastante constante, o repique é afinado no grave, tendo  apenas os instrumentos responsáveis pelas chamadas e bossas afinados no tom agudo. A levada de surdo de terceira é realizada no contratempo do ritmo, realizando desenhos com as duas mãos e preenchendo as lacunas das bossas. A principal identidade da batucada é a batida de caixa, tendo seu toque com a acentuação no contra, similar a da Mocidade Independente de Padre Miguel, e encerrando com uma rufada característica da União da Ilha, a junção proporciona um toque similar a batida criada pelo Mestre Neno, responsável por implantar na bateria Furiosa do Camisa Verde e Branco.

Como alguns ritmistas estão presentes no carnaval, as ideias sempre partem de diferentes integrantes, não exclusivamente da diretoria.

No mundo universitário, a BaterECA é reconhecida pela bandeira que levantam contra os diversos preconceitos, inclusive o machismo. Em entrevista a equipe da SASPERIA, a atual mestra de bateria, Thainá Santos respondeu:

“Acredito que a BaterECA reflete muito o ambiente de discussões promovido dentro da própria universidade. Na última competição, eram 4 mulheres tocando surdos de marcação, que é popularmente visto como um instrumento pesado demais, aqui, com certeza o peso não é um empecilho, temos muito orgulho da presença feminina na marcação, naipe que levou o estandarte em 2016 no TOBA BIFE. A presença de mulheres em todos os naipes retrata a abertura da nossa bateria, em instrumentos, leves, pesados, chamando o samba no repique e mestrando. Acredito que ser do gênero feminino, na BaterECA, nunca foi uma barreira para deslegitimar alguma opinião sobre as diretrizes rítmicas,e, pessoalmente, sinto muita confiança da bateria em mim como mestra, o respeito vem da construção do relacionamento que temos” e acrescenta: “Ainda somos poucas nessa posição de liderança na bateria, mas acredito que no ambiente universitário, estamos caminhando por um espaço mais igual e de respeito, com mulheres, negros, negras e LGBTs tocando, mestrando e construindo tudo isso, juntos”.

A falta de apoio da Universidade também é um problema para o leão, ausência de um local para ensaios já é problema rotineiro no campus da USP. Reclamações dos barulhos e reuniões internas fizeram com que a faculdade aprovasse uma construção de local específico para as BU’s dentro do campus, porém nenhum progresso foi visto. Mesmo com algumas desavenças, a entidade conta com uma sala dentro da cidade universitária para guardar os instrumentos.

Perguntada sobre a principal dificuldade da bateria, a Adriana Carrer (Crystal), diretora geral externa, respondeu:

“Hoje a BaterECA passa por um processo de renovação de maneira geral. É nosso primeiro ano com uma gestão propriamente dita a frente da bateria e isso implicou desde o modo como nos organizamos internamente a como lidamos com nossas atividades, apresentações, competições que participamos e convites que recebemos. Esse crescimento representa uma transição entre uma bateria que em 2014 se apresentava com 15 ritmistas, e agora em 2017 fizemos apresentações com 80 integrantes. Pensar que até pouco tempo tinha poucos integrantes para a atual condição que temos hoje com uma gestão composta por 15 pessoas (parte administrativa e rítmica), tem sido um processo intenso de amadurecimento”.

Apresentação da BaterECA no TABU 2017

Por volta das 16h15, a BaterECA sobe no palanque da 6° edição da seletiva do Balatucada. Nove baterias universitárias participam do torneio. O evento será realizado no dia 26 de Agosto, na quadra da X-9 Paulistana, localizada na Avenida Paulo Silva Araújo, 25.

“Estar na Seletiva para a BaterECA ainda é um sonho, com certeza vamos fazer uma apresentação com a nossa cara, pra se divertir e interagir com o público, tentar apresentar o que nos propomos a fazer. Há grandes nomes do mundo das baterias universitárias na disputa deste ano, acreditamos no nosso trabalho, com o pé no chão. O melhor resultado é aquele que traga união enquanto família, bateria e representar com o nosso melhor a ECA USP. Com certeza está sendo um dos momentos mais importante para história da nossa bateria” – afirmou a Mestra Thai.

 

Confira a moral que o pessoal da BaterECA deu para a SASPERIA:

SASPERIA – BaterECA

Estavam com saudades?Faltando pouco mais de um mês para a Seletiva do Balatucada, a SASPERIA retoma as matérias completas de Baterias Universitárias. Ainda nessa semana terá a exclusiva história da BaterECA, fiquem ligados.Enquanto isso, confira a moral que o pessoal deu para a SASPERIA.

Publicado por SASP Carnaval em Segunda, 24 de julho de 2017

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