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Acadêmicos do Tatuapé é aclamada com sua Kizomba de um povo feliz!

Acadêmicos do Tatuapé, vice campeã do carnaval de 2016 retornou ao Anhembi neste ano com toda a garra e força do povo Africano. Flávio Campello foi o carnavalesco responsável pelo enredo Mãe África conta a sua história: do berço sagrado da humanidade à abençoada terra do Grande Zimbábue, com uma plástica visualmente perfeita, a agremiação da zona leste deixou claro que é digna de ser campeã do carnaval de 2017. Como o tema pede, o visual afro predominou do início ao fim do desfile.

Celsinho Mody, ganhador do prêmio Estrela do Carnaval de 2016 como melhor intérprete foi brilhante, a energia enviada aos componentes da escola era nítida e fundamental, a bateria “Qualidade Especial” de Metre Higor não se intimidou e abusou das bossas e paradonas. O desfile ocorreu dentro do tempo regulamentar, uma hora e um minuto a Tatuapé já tinha encerrado o seu desfile oficial.

+ Veja o álbum completo do desfile da Acadêmicos do Tatuapé

Comissão de Frente

O desfile da Tatuapé se começou com a África primitiva, os ciclos da vida sendo iniciados e sua comissão de frente representou os Guardiões do Destino e o teve como personagem central em sua coreografia o Senhor dos Caminhos (Exu). Um veículo cenográfico trouxe a comissão um Baobá que é um símbolo civilizatório baluarte da memória africana ,onde seus destinos estão intimamente ligados, bem como acreditam que a força do  sobrenatural pode trazer esperança de um mundo melhor. Com fantasia impecáveis os membros da comissão de frente foram aplaudidos pelo público no Anhembi.

Casal de mestre-sala e porta-bandeira

Jussara e Diego, primeiro casal oficial da agremiação apresentou o pavilhão azul e branco e representavam no enredo as cores da África. Com uma boa apresentação, o casal que já baila junto a vários carnavais mostrou sintonia e entrosamento em mais um desfile defendendo a Tatuapé.

Samba e Bateria

Celsinho Mody está em sua melhor fase da carreira, cantou o samba composto por Fabiano Tenor, Mike Candido e Luiz Fernando Ramos com uma energia que foi um dos pontos de destaque e emoção do desfile. Ele e Mestre Higor ousaram em uma de suas bossas em que a bateria silenciava e Celsinho deixava o canto com os componentes e com o público das arquibancadas que reagiram prontamente. A bateria “Qualidade Especial” e o carro de som mostraram sintonia e o andamento não foi deixou de ser constante e harmonioso.

Harmonia e Evolução

A compactação das alas e dos carros da Tatuapé foi precisa. Espaçamentos entre as alas e entre as fileiras não foram vistos. O único momento em que a agremiação abriu um espaçamento um pouco maior foi no momento em que a bateria adentrava o recuo e o início da escola fez sua parada técnica, o primeiro casal se apresentava para sua segunda torre de jurados (localizada nas torres no final do setor C) e lá permaneceu por volta de um minuto e meio até que a bateria entrou no recuo e assim que a ala que a seguia atravessou o recuo o andamento não teve alteração de velocidade, foram frequentes desde momento até o final do desfile.

Conjunto Visual

O conjunto visual da Tatuapé foi um dos mais elaborados. A evolução no quesito alegórico da escola (de 2016 para 2017) foi nítida. Suas alegorias representavam diversas “Áfricas”: África a Matriz da vida, África de todos os reinos, África de todos os Deuses, África é cultura… é congada, é maracatu!. Com destaque para o quinto carro, que trouxe um acabamento primoroso realizado pela equipe de barracão da escola. As fantasia seguiram o nível das alegorias, predominantemente africanas os componentes estavam muito bem trajados e levando ao público com uma fácil leitura ao público.

Enredo

Pela primeira vez apresentando um enredo tipicamente africano em sua história, a Tatuapé se orgulha do seu vice campeonato em 2016 e traz essa inovação que conforme já foi citado diversas vezes pelo carnavalesco Flávio e pelo presidente Edu, a comunidade pedia esse tipo de enredo. A Tatuapé realizou neste seu desfile uma verdadeira Kizomba, e como diz em seu samba enredo, “uma Kizomba de um povo feliz”!

Botequim da SASP