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Após longa confusão, Nenê faz desfile acima das expectativas

Por volta das 4h da manhã, a Nenê de Vila Matilde se recusava a iniciar o seu desfile por conta de más condições na avenida. Segundo o presidente Mantega, a pista estava molhada e escorregadia, e afirmou: “Eu preciso pensar na minha escola, temos casal de mestre-sala e porta-bandeira, comissão de frente, baianas. Se a pista estivesse apenas molhada, podem ter certeza que a Nenê secaria a avenida no chão”.

A confusão se deu pela última alegoria da escola de samba Vai-Vai, chamada de elemento água, que envolvia todos os rituais a base do liquido. A mesma alegoria derramava água em excesso na avenida, criando poças no sambódromo.

Após toda essa confusão, a Nenê de Vila Matilde entrou na avenida, por volta das 5h30 da manhã, com o enredo: Coré Etuba – A Ópera de todos os povos, terra de todas as gentes, Curitiba de todos os sonhos.

Um destaque da agremiação foi a Bateria de Bamba, que realizou bossas que levantaram o público ainda presente no sambódromo.

Comissão de Frente

A comissão de frente representou a lenda das formigas, famosa lenda curitibana. Interações com o tripé eram constantes, no decorrer da performance os componentes vestidos de formigas davam lugares para os índios, e assim outra coreografia se formava.

Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Jefferson e Janny vieram todo vestido de dourado, e representavam o ouro muito cobiçado pela coroa portuguesa. A dupla trouxe muita graciosidade em seu bailado, carisma e simpatia marcaram a passagem no sambódromo. Jefferson era um dos componentes que estavam bastante nervosos com o ocorrido.

Samba e Bateria

O experiente intérprete Agnaldo Amaral não se deixou abalar, e fez um desfile com muita competência. A sincronização com a ala musical, principalmente time de cordas, enriqueceu o módulo musical da agremiação da zona leste paulista. A bateria trouxe um andamento de 148, e com pouquíssimas oscilações. Bossas foram realizadas em frente ao setor B e levantou o público, a paradinha chamada de “Afro” pelo mestre Markão, teve um apagão onde apenas os Djembês tocavam, e o andamento volta na virada de dois, sem a presença dos surdos. Porém, algumas voltas de ritmo teve emboloramento de naipes.

A rainha de bateria Ariellen Domiciano, não poupou movimentos durante a dança. Samba com postura e atitude são marcas registrada da rainha.

Fantasias e Alegorias

O conjunto visual da Nenê de Vila Matilde foi bem montado, o abre-alas representava a fauna e flora Curitibana, com presença de cores vivas. As baianas desfilaram com fantasias de alternância de cores, entre rosa e amarelo, acompanhada por 6 tripés.

A segunda alegoria, representando a África como berço da humanidade, cravou a atenção do público. Acabamentos de marfim e palha se faziam presentes, empurrados cenograficamente por componentes fantasiados de escravo a frente do carro.

O desfile da agremiação também foi marcado pela correria no final do seu desfile, e fecharam seu carnaval com exatamente 65 minutos.

Botequim da SASP