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Conjunto visual e módulo musical são destaques do desfile oficial da Estrela do Terceiro Milênio!

Faltando 10 minutos para o inicio da abertura dos portões, a Estrela do Terceiro Milênio já cantava seu samba oficial. A arrancada da agremiação foi umas das mais emocionantes do ano, muitos componentes se deixaram levar pela emoção da arrancada e não seguraram o choro.

Última campeã do grupo I, a escola trouxe o enredo …, e enxerga sonho de ingressar para o grupo especial cada vez mais real. O desfile foi de alto nível, conjunto visual e módulo musical se destacaram na noite, e enriqueceram o sambódromo.

 

Comissão de Frente

A comissão de frente não realizou coreografia muito elaborada, passos marcantes e sincronizados eram encontrados, lembrando antigos carnavais. A ala trouxe a coreografia em base na teoria da interpretação dos sonhos, onde mostra que a arte de sonhar é uma mensagem simbólica para o ego. Os bailarinos trouxeram em suas mãos objetos chinês, chamado de Mandala, encontrados em rituais de curas e artes indiginas.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal veio fantasiado de espirito protetor, ato da religião budista, que traz característica positiva de proteção. A dupla Edilaine e Alex fez um desfile super seguro, fantasia salmão e com muitas plumas prenderam o foco visual.

Samba e Bateria

Um grande destaque da agremiação é a bateria Pegada da Coruja, com um andamento cadenciado entre o 144 e 146, o sucesso da batucada não é surpresa para ninguém. O mestre Diego realizou duas bossas durante a passagem, com realização dentro do bit e sem aceleramento, destaque para a bossa do segundo refrão, onde alternância de naipes enriqueceram a paradinha. Algumas oscilações de tamborim no recuo se fez presente, porém não comprometendo a execução. A ala musical estava bem alinhada, e o intérprete Vagner Mariano, o Waguinho, manteve sua qualidade vocal.

Fantasias e Alegorias

Um grande destaque da entidade foi o seu conjunto visual, onde as fantasias eram muito coloridas, luxuosas e com presença de plumas em quase todas as alas.

O abre-alas era a representação do símbolo nas antigas civilizações, e trouxe acabamento impecável nos detalhes. Cercada de cor roxa, o letreiro da estrela veio nas mãos de uma escultura, representada pela Deusa Durgha. O mascote principal da agremiação, a coruja, se fez presente na quarta alegoria, na qual a movimentação cativava, tanta humana quanto mecânica. Os componentes andavam livremente pelo carro, e encenavam uma coreografia durante sua passagem.

A primeira alegoria teve seu refletor quebrado durante o desfile.

Harmonia e Evolução

A comunidade do Grajaú compareceu em peso no sambódromo, muitos componentes cantando o samba de forma uniforme e organizada. Movimentação padrão era a forma escolhida pela direção de harmonia, porém no final do desfile a agremiação acelerou a passagem  encerrando seu carnaval dentro do prazo.

O quinto setor, penúltimo da montagem, trouxe 70 baianas cantando e evoluindo sincronizadamente.

Enredo

O enredo adotado traz uma exaltação aos diversos símbolos que rege nosso mundo. Quem assistia a montagem da Terceiro Milênio sentiu dificuldades para interpretar a mensagem passada.

A agremiação iniciou seu desfile com os símbolos do sonho e encerrou com os simbolismos espirituais e emocionais.

Botequim da SASP