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“Correndo contra o Tempo”. Confira a história da Bateria Imperial, a experiência na Pré-Seletiva.

No seu sétimo ano de existência, a Imperial, bateria da Insper, promete usar a experiência ao seu favor para ganhar a Pré-Seletiva do Balatucada.

Em 2009, alguns alunos sentiram a falta de uma bateria que animasse as arquibancadas nos jogos que participava. Iniciada por ritmistas de escolas de samba da instituição, a Imperial tem uma ideologia ligada ao samba, sentimento também passado para os novos ritmistas.

A Imperial adotou recentemente a batida de caixa padrão, usada na Unidos da Tijuca. Os tamborins e surdos de terceira são fundamentais para as bossas, acompanhadas constantemente pelo repinique, levada influenciada pelo toque da ripa-mor, instrumento com uma afinação grave. Os breques da batucada são criados através de uma reunião, batizada de “Reunião de Criação”, aonde todos, ritmistas e diretores, vão com algumas idéias diferentes, agregando no resultado final. Após esse processo, o diretor de cada naipe tem a responsabilidade de passar a bossa para cada instrumento.

Por falta de local mais acessível para ensaios, a bateria da Insper usa a Marquise do Parque Ibirapuera, das 19h às 21h30, nas segundas e quartas. A entidade também realiza ensaios específicos para cada ala, atitude distinta em diversas batucadas universitárias. A rotatividade de alunos acaba sendo uma barreira constante na vida da BU.

Em conversa com a SASPERIA, O Eduardo Cornelsen, Vice-Presidente da Imperial, comentou sobre algumas dificuldades que enfrentam:

“A faculdade é difícil e em período integral, o que faz com que as pessoas não tenham tempo para ensaiar ou acabem desistindo depois de um tempo, tornando difícil a formação de ritmistas experientes e evolução dá bateria”, e continuou: “Não ter local de ensaio na faculdade ou próximo à faculdade acaba sendo outra barreira para as pessoas entrarem ou continuarem na bateria”.

Constantemente a Imperial busca um novo local para ensaios. Porém, mesmo com desavenças, a faculdade soube reconhecer o trabalho desses universitários. No começo do ano a bateria recebeu uma quantia considerável para contribuir nos pagamentos das despesas.

No dia 27 de Maio, a Bateria Imperial sobe no palco do Balatucada, na categoria “Pré-Seletiva”:

“A sensação é de ansiedade, pressão e de muito trabalho duro. Vários dos ritmistas que irão participar são bixos e estão tocando por volta de 3 meses. O sentimento que os calouros ficam após um ensaio é de muito aprendizado e superação, e os veteranos, satisfação e orgulho. Nossas expectativas são grandes, porém sabemos que estamos correndo contra o tempo” – finalizou Eduardo Cornelsen.

 

Confira um trecho da apresentação da Bateria Imperial exclusiva para os leitores do SASPERIA:

Botequim da SASP