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Mancha Verde abre a segunda noite de desfiles com a homenagem aos ‘Zés do Brasil’!

Campeã do grupo de acesso do ano passado, a Mancha Verde abriu a segunda noite de desfiles do carnaval de São Paulo homenageando os Josés e suas histórias. O carnavalesco da agremiação Magoo desenvolveu o enredo Zé do Brasil – Um nome e muitas histórias… de forma leve e colorida.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcelo Silva e Adriana Gomes passaram pela avenida arrancando aplausos e suspiros por sua dança e sua fantasia que representava José de Arimatéia que colheu o sangue de Cristo no cálice sagrado, tornando-se um cavaleiro medieval.

Outro destaque foi a ala musical da escola, que realizou de forma segura e homogênea, o trabalho que desempenhou em seus três ensaios técnicos. Fredy Vianna sustentou o canto do início ao fim do desfile, que durou uma hora e três minutos.

Comissão de Frente

Comandada pelos coreógrafos Jonathan, Marcos, Wender apresentou fantasias luxuosas e coloridas. O início da leitura do enredo se da com o baile de carnaval promovido por Zé Pereira em 1850 que reuniu amigos e agitou as ruas do Rio de Janeiro ao som de bumbos, zabumbas e tambores. Com a comissão e o abre-alas da escola representando esse baile e o personagem Zé Pereira.

Após isso ainda no primeiro setor se evidenciou os Josés e suas ligações com as religiões. Zé Pilintra (umbanda/candomblé), São José, José de Arigó e outros.

Casal de mestre-sala e porta-bandeira

Adriana Gomes e Marcelo Silva representavam José de Arimatéia e o Santo Graal. Com uma luxuosa fantasia os dois arrancaram os aplausos do público presente no Anhembi neste sábado. O casal magia, como é carinhosamente chamado, passou pelas torres de jurados para cumprir com a coreografia e cortejo do pavilhão conforme o ensaiado anteriormente, e foram majestosos e se destacaram no desfile oficial da escola com o pavilhão verde e branco.

Samba e Bateria

O samba-enredo composto por Celsinho Mody, Ale, Rodrigo e Wladi cumpriu foi funcional. Evidenciou em sua letra os diversos Josés que foram abordados no desfile da escola, foi muito questionado desde que a escola o adotou como hino de 2017, mas diferente do que se esperava o samba funcionou. Os refrões foram mais evidenciados no canto das alas. A bateria comandada por Mestre Maradona realizou apenas uma bossa, e poucas vezes durante o desfile, a afinação dos surdos, que nos ensaios técnicos era muito igual foi diferenciada, melhorando a sustentação da bateria. Viviane Araújo, rainha de bateria da agremiação brilhou mais uma vez a frente dos ritmistas com um fantasia toda em dourado.

Harmonia e Evolução

Os componentes da escola cantaram o samba de forma desregular, cantavam fortemente os refrões e as demais partes da letra o canto baixava, isso ocorreu durante todo o desfile da agremiação. A evolução da escola foi constante até o momento que a bateria de Mestre Maradona entrou no recuo, após a saída da comissão de frente da avenida, a escola inteira correu e abriu espaçamentos consideráveis entre as alas, e entre as fileiras de cada ala. Após a saída do quarto carro a evolução foi razoavelmente controlada e a escola seguiu a passos rápidos para terminar o desfile em uma hora e três minutos, tempo dentro do permitido oficialmente pelo regulamento.

Alegorias e Fantasias

O colorido predominou no primeiro setor da escola, o primeiro carro que representou o baile de carnaval realizado por Zé Pereira estava muito bem acabado e com vários efeitos de luzes, fumaças e até mesmo bombas de serpentinas. Destaque para o terceiro carro da agremiação que representou José do Patrocínio, o ‘defensor da liberdade’ que em seu topo duas esculturas com movimentos de duas pessoas jogando capoeira.

Enredo

A homenagem aos ‘Zés do Brasil’ teve sua missão cumprida. A leitura do enredo foi clara para o público, cada ala e cada alegoria expressava a figura de um José e os fatos históricos que cada um realizou pela história do Brasil. Pedro Alexandre (Magoo) mostrou que a justa homenagem teve bons frutos visuais.

Botequim da SASP