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“Podem esperar um show de bossas no recuo” – promete Mestre Diego

Formado através de um projeto musical, Diego Silva começou cedo no mundo do samba. Seu primeiro desfile foi tocando surdo de segunda, e com 17 anos se tornou mestre de bateria da  Estrela do Terceiro Milênio, que no mesmo ano se consagrou campeã do grupo II. Além da Milênio, teve passagens pela Tom Maior, Tucuruvi e Vila Maria.

A bateria Pegada da Coruja tem traços modernos em seu ritmo, e a cada dia a batucada evolui mais. “Crio as bossas da Pegada da Coruja sempre com o pensamento de sustentar o canto da escola, que é a função da bateria. Quando paramos para a bossa, nossa ideia é dar ênfase aquele ponto do samba. Meu time de diretores e ritmistas sempre ajudam com boas sugestões”.

Nos últimos carnavais, a batucada do Mestre Diego veio com um andamento cadenciado, valorizando a melodia da canção. Porém, o estilo da Pegada é dado dependendo do samba cantado na avenida e pela ordem de desfile:

“As vezes um samba tem muitas palavras e precisa ser mais cadenciado, como existe sambas que pedem um andamento mais guerreiro. É uma trabalho estratégico feito junto a escola, dependendo da ordem de desfile posso trabalhar um andamento mais agressivo para chamar atenção e dar mais pressão”.

Diego ainda completa – “Nosso maior desafio em abrir os desfiles será atender às expectativas dos jurados, que terão como referência as escolas do grupo Especial, que passarão na sexta e sábado. Então, elaboramos uma proposta de andamento confortável que dê a intenção de pressão para sustentar o canto da escola”

A batida de caixa segue uma linha tradicional, similar a da Unidos da Tijuca do Rio de Janeiro. Os surdos de primeira tem a dimensão de 26 polegadas, trabalhado no tom grave, e os de segunda tem 22 polegadas, sendo mais agudo. O surdo de terceira da agremiação trabalha totalmente no contratempo, sem tocar simultaneamente com o surdo de primeira, em desenhos mais elaborados é usado duas baquetas, e sua medida é de 18 polegadas.

O nível das baterias estão cada vez mais iguais, se mantendo em alta qualidade rítmica. Sabendo disso, Mestre Diego afirma: “Estamos apostando em arranjos entre Agogô, Timbal, tamborim e surdo de terceira como nosso diferencial. Além das bossas que dão ênfase aos refrões do nosso samba”.

A quadra da escola é localizada na zona sul, mais precisamente no bairro do Grajaú, dificultando a locomoção de muitos componentes e ritmistas da agremiação: “Realmente é complicado a locomoção para nossos amigos ritmistas e parceiros da Zona Norte, Leste e Oeste, visto isto nós fazemos um trabalho muito forte de formação de novos ritmistas para termos cada vez mais os ritmistas da casa”.

Eleita a melhor escola do Grupo I pela SASP, no prêmio Estrela do Carnaval, a Terceiro Milênio abrirá a noite de desfiles do grupo de acesso no domingo, dia 26 de Fevereiro, com o enredo “Para um bom entendedor um pingo é letra e o símbolo uma palavra”.

“Podem esperar, da Pegada da Coruja neste carnaval, uma bateria unida, concentrada, com muito swing e um show de bossas no recuo”. – finaliza Mestre Diego.

 

Botequim da SASP