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Poetas do Anhembi – Gui Cruz fala sobre o samba da Mancha Verde

Por Vinicius Vasconcelos

Após alcançar a melhor colocação de sua história em 2018, ficando em terceiro lugar e empatada no número de pontos com as campeãs mas perdendo no quesito de desempate, a Mancha Verde garante sacudir o Anhembi em 2019 com uma bela homenagem a princesa Aqualtune. O enredo “Oxalá, salve a princesa! A saga de uma guerreira negra” permeia por toda a história de vida da homenageada e ao continente africano.

Seguindo a série Poetas do Anhembi, chegou a vez de conhecermos como foi a criação do samba que tem a missão de conduzir torcedor da Mancha até o sonhado primeiro campeonato. A equipe SASP conversou com Gui Cruz, um dos autores do samba ao lado de Sereno, Chefia, Darlan Alves, Rodrigo Minueto, André Ricardo e Rodolfo Minueto, que revelou alguns detalhes da obra.

“A nossa parceria conseguiu vencer
as eliminatórias de samba da Mancha pro carnaval de 2018 com um samba que foi
grande sucesso na avenida. As arquibancadas cantaram forte porque o samba tinha
uma mensagem muito bonita. Esse foi um dos fatores que levaram a escola a
chegar no melhor resultado de sua história. Pra 2019 Mancha optou por um enredo
diferente das características da própria escola. Logo na explanação o Jorge
Freitas explicou o enredo e afirmou a todos os presentes que o parâmetro de construção
do samba deveria ser o do ano anterior. O enredo é sobre uma mulher que nasceu
princesa na África mas foi trazida para o Brasil e foi escravizada. Há um
grande sofrimento nessa história mas o legado deixado por ela traz a beleza ao
samba. Quisemos deixar essa mensagem para o torcedor”, revelou o
compositor.

Segundo Gui, foram 2 meses de reuniões
presenciais. E nesse espaço de tempo o samba foi modificado por completo
diversas vezes até chegar na versão final entregue para as eliminatórias.

“Nós demoramos muito tempo para
fazer esse samba porque foram foram várias versões. Nos últimos dias de criação
já estávamos travados em ideias pois queríamos dar uma característica própria
ao samba e a Mancha. É muito complicado você conseguir mesclar uma história
triste mas ao mesmo tempo retratar o legado da princesa e de uma África feliz
que foi destruída pelos invasores mas conseguimos encontrar o meio termo que
resultou numa bela obra. Acredito que o refrão do meio seja minha parte
preferida justamente por isso. Vai de encontro ao engajamento social proposto
pelo enredo e pela própria escola em defesa da mulher”, explicou.

Parceria comemorando o bicampeonato na disputa da Mancha Verde

Nota 30 em 2018, parceria quer repetir o
feito 

A homenagem ao grupo Fundo de Quintal
resultou numa belíssima obra em 2018, criada pela mesma parceria campeã em
2019. Ciente da responsabilidade que é manter o feito da nota máxima, Gui Cruz
finaliza dizendo que a Mancha tem um samba digno de campeonato.

“A parceria se montou para o ano de
2018 e já estávamos com a ideia de segui-lá. Com o aval do Jorge Freitas, que
solicitou aos demais compositores o samba da mesma linha que o nosso, não
pensamos duas vezes. O último samba foi nota 10 em todas as cabines e isso é
fruto de um bom trabalho construído por cada compositor. Queremos que isso se
repita em 2019 e que a obra seja trilha sonora para o maior carnaval da
história da Mancha”, finalizou. 

A Mancha Verde será a terceira escola a
desfilar na sexta-feira de carnaval. Confira abaixo o samba entidade:

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