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Por dentro dos Enredos: Tucuruvi aposta em carnavalesco campeão para passear pelos museus da história

Na quarta matéria do especial “Por dentro dos Enredos” é dia de conhecer um pouco mais sobre o tema que o Acadêmicos do Tucuruvi irá levar para a Avenida no próximo carnaval. E a escola investiu pesado na cabeça pensante do desfile para buscar o inédito título do Grupo Especial. Campeão em 2017 no Acadêmicos do Tatuapé, o carnavalesco Flávio Campello é o grande reforço do Zaca para o próximo desfile. E a agremiação aposta em um enredo autoral do artista, um grande passeio pelos museus da história da humanidade.

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Dividido em galerias, o desfile do Tucuruvi promete mesclar cultura e bom humor. Começando com o surgimento da palavra museu, no templo das nove musas da mitologia grega. Logo na primeira das galerias, o famoso Esplendor de Alexandria e Mouseion, refúgio de Calíope a Urânia na mitologia dos gregos. Com o tempero da irreverência, algumas perguntas serão lançadas ao longo do desfile, caso não houvesse museus: e se Marco Antônio fosse gordinho e feio? Ou ainda, se Cleópatra fosse desdentada e descabelada? Se as múmias do Egito Antigo não fossem mais do que relatos históricos?

Na segunda galeria, o Museu de Belas Artes e todas as artes belas neles presentes. De Nabucodonosor ao Deus Apolo, do Renascimento ao Art Nouveau, o segundo trecho do desfile do Zaca vai passear pelos museus que exaltam a beleza em suas obras. Finalizando o setor, um passeio ao Museu do Louvre, na França, tratado no desfile da agremiação como Templo Guardião das Artes. A história e as ciências naturais serão o foco da terceira galeria do desfile da Academia da Zona Norte. Paleontologia, arqueologia e botânica serão relembrados, desde os primeiros relatos históricos a exemplos mais concretos, como o tradicional Bonsai, milenar arte de cultivo de pequenas árvores. Fechando o setor, a conquista espacial e a biodiversidade, encerram o setor científico-natural do desfile da agremiação.

 

Na quarta galeria, espaço para o bizarro. O Museu do Ocultismo e sua coleção macabra que contém nada menos que a versão original da boneca Anaballe, inspiração para a versão cinematográfica. O Museu da Criptozoologia nos Estados Unidos, onde figuras assustadoras como o Monstro do Lago Ness e o Chupa-Cabra são algumas das figuras retratadas. Por fim, a fiel representação do Museu de Cera de Madame Tussauds, onde o bizarro é justamente a semelhança entre homenagem e homenageados.

Por fim, os museus brasileiros que levam cultura e história ao nosso povo. O Museu do Índio, idealizado pela Funai, o Museu Carmem Miranda, em homenagem à vida e obra da dona dos balangandãs; e o Museu da Língua Portuguesa, no bairro da Luz, que ainda se recupera de um devastador incêndio em um passado recente. Espaço ainda para o Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu, e para o Museu do Samba, na região da Mangueira, no Rio de Janeiro. O estado vizinho aliás é quem encerra o desfile da agremiação, com a retratação do jovem Museu do Amanhã, símbolo da revitalização da Zona Portuária nas terras cariocas.

Com o enredo “Uma Noite no Museu, desenvolvido pelo carnavalesco recém-contratado Flávio Campello, o Acadêmicos do Tucuruvi será a terceira escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, no Sambódromo do Anhembi. Vice-campeã em 2011, a agremiação da Zona Norte paulistana vai em busca de seu primeiro título na elite do carnaval da Terra da Garoa.

Na próxima sexta-feira, 20, a série “Por dentro dos Enredos” continua. Será a vez de conhecer um pouco mais sobre o enredo que a Mancha Verde levará o Anhembi em 2018.

Botequim da SASP