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“Tem que jogar conforme o jogo” diz diretor de Harmonia da Império de Casa Verde

Foto: Pedro Migliolli 

Com desfiles luxuosos e a ousadia aplicada em suas alegorias, a Império de Casa Verde não poupa esforços para impressionar na avenida e ainda seguir todos os critérios do manual do julgador, o documento que serve de base para os jurados do carnaval paulistano. Sérgio Luis (40), diretor de harmonia da agremiação, conversou com a equipe da SASP e explicou o que há por trás de toda grandiosidade Imperiana.

O acabamento e o estado com que a alegoria é apresentada na avenida, são de fato questões julgadas em um dos setores mais importantes da escola. Detalhes não tão bem desenvolvidos, composições vazias e até mesmo a quebra de um carro, ocasionam na perda de décimos valiosos no julgamento. Sérgio Luiz explicou que a ousadia da Império nas alegorias não causa impactos na evolução da escola e defendeu o planejamento como forte aliado. “Toda grandiosidade dos carros é estudada e calculada. Não pensamos somente na pista, pensamos no terreno e na saída da dispersão. Esse conjunto de ações resultam em um projeto que não nos gera problemas.” alegou o diretor.

Filho e neto de sambista, Sergio iniciou sua carreira junto com o pai na Mocidade Alegre, onde teve o primeiro contato com o setor. “Desde criança acompanhava o meu pai junto com o seu time de harmonias da Mocidade, fazendo montagem da escola, estratégias de desfile e isso me fascinava. Daí a minha paixão por ser harmonia.” A oportunidade para ser diretor de harmonia veio de um convite que o Pai recebeu da Império, onde montou uma comissão e Sergio começou a participar. Os anos se passaram, e após a saída do pai, em 2007, o diretor assumiu sozinho o departamento da entidade.

Sendo uma escola novata no carnaval, mas já somando três títulos no currículo, a Império se tornou uma das grandes atrações do Grupo Especial, como a agremiação das surpresas e do luxo. O diretor não poupou elogios para a comunidade e explica os ingredientes que não podem faltar na harmonia e na evolução. “Não pode faltar que os componentes amem a sua escola e o carnaval, assim consequentemente virá alegria, sorrisos no rosto e descontração.”

Sérgio não mudaria nada no Manual do Julgador e acredita que a escola deve dançar conforme o ritmo. “Eu e a escola devemos estudar o critério atual e jogar conforme o jogo pede.”

O Império de Casa Verde é a sexta escola à desfilar na sexta-feira de carnaval com o enredo “Marhaba Lubnãn”

SÉRIE HARMONIA E EVOLUÇÃO 

YVES ALEXEIV, TOM MAIOR 

Botequim da SASP