Lideranças femininas das escolas de samba, representantes da imprensa e autoridades participaram, na noite de terça-feira (22), da apresentação do projeto Samba que Protege, realizada na sede da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, na Fábrica do Samba, em São Paulo. A iniciativa tem como objetivo criar uma rede de apoio às mulheres por meio das agremiações, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamento a vítimas de violência, além de ampliar o acesso a serviços voltados às comunidades do Carnaval.
A apresentação foi conduzida por Dóris Alcântara, idealizadora do projeto, que explicou que a proposta prevê a utilização de unidades móveis para levar atendimento especializado às comunidades das escolas de samba. Segundo ela, a iniciativa busca aproximar os serviços públicos das mulheres que mais necessitam de apoio. Ainda não há uma data definida para o início das atividades.
Madrinha do projeto, a deputada federal Rosana Valle (PL-SP) ressaltou a importância do fortalecimento do protagonismo feminino e da presença das mulheres em espaços de liderança. Também participaram da programação Alex Linhares, escritor e capelão, e Maressa Linhares, que abordou a educação financeira como instrumento de autonomia e independência para as mulheres.
Representantes das escolas de samba e das entidades carnavalescas também destacaram a relevância da iniciativa. Angelina Basílio, presidente da Sociedade Rosas de Ouro, defendeu que o projeto seja colocado em prática o quanto antes. Mara Lazaini, presidente da Imperatriz da Pauliceia, enfatizou a necessidade de levar esse atendimento às comunidades periféricas, enquanto Regiane Alves, coordenadora do Departamento da Mulher da UESP, apresentou ações voltadas à promoção da saúde mental desenvolvidas pela entidade.
O encontro ainda contou com a participação de Vanessa Dias, diretora da Sociedade Rosas de Ouro, que falou sobre sua atuação em projetos sociais e de inclusão de pessoas com deficiência, e de Rosi Silva, integrante da equipe de segurança da Liga-SP, que destacou a importância da atuação integrada entre o poder público, a Polícia Militar Feminina e os organizadores dos eventos para garantir a proteção das mulheres durante os grandes desfiles e festividades.
Ao encerrar a apresentação, Dóris Alcântara reforçou que o Samba que Protege pretende utilizar a força e o alcance social das escolas de samba para ampliar o acesso das mulheres aos serviços de acolhimento, proteção e assistência. Até o momento, os organizadores não divulgaram um cronograma oficial para o início das ações.