Pelo segundo ano consecutivo, artista paulistana é convidada pelo projeto de Matheus Olivério, mestre-sala oficial da escola carioca, para compartilhar técnicas e experiências com novos talentos do Carnaval
Pelo segundo ano consecutivo, a porta-bandeira oficial da Estrela do Terceiro Milênio, escola do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, Waleska Gomes, foi convidada para ministrar uma aula especial de dança de mestre-sala e porta-bandeira no projeto social de Matheus Olivério, mestre-sala oficial da Estação Primeira de Mangueira. O encontro aconteceu na última quarta-feira (28), na quadra da Mangueira, e reuniu cerca de 30 alunos.
Bailarina, professora e artista, Waleska levou ao Rio de Janeiro uma proposta de formação que uniu técnicas de dança, interpretação teatral e conhecimentos sobre os diferentes estilos e critérios de julgamento dos casais de mestre-sala e porta-bandeira, promovendo uma troca de experiências entre as tradições dos carnavais paulista e carioca.
“Foi uma honra poder contribuir, por mais um ano, com esse importante projeto, que tanto faz pelo Carnaval carioca, descobrindo novos talentos e despertando o amor pela dança em crianças e jovens. Assim como eu e o Arthur recebemos profissionais convidados no Nobre Bailado e reconhecemos a enorme contribuição que eles levam aos nossos alunos, acredito que os participantes do Rio de Janeiro também tenham saído transformados, com um repertório ainda maior após essa experiência”, destaca Waleska.
Com foco na linguagem contemporânea, estilo em que atua, a porta-bandeira preparou uma aula que explorou diferentes possibilidades de expressão e movimentação. Entre as atividades, os alunos tiveram contato com técnicas teatrais para desenvolver a expressividade e a interpretação nas coreografias, exercícios de giros em diagonal, fundamentos do balé clássico para fortalecimento do eixo corporal e ampliação da ocupação do espaço, além de informações sobre os critérios de julgamento adotados no Carnaval de São Paulo.
“Para inovar, criei uma aula que mesclou técnicas práticas e conhecimentos teóricos. Minha intenção foi mostrar aos alunos que existem outras formas de se apresentar, de interpretar a dança e de ser avaliado. É importante ampliar esse olhar e proporcionar experiências que vão além daquilo que eles já estão acostumados a vivenciar”, explica.
Formação, conhecimento e ancestralidade
Com mais de 16 anos de experiência na dança de mestre-sala e porta-bandeira, Waleska também se destaca pela atuação na formação de novos talentos. Em São Paulo, participa dos projetos Cine do Amanhã, Amespebeesp, Estremecendo SP e Nobre Bailado, curso que coordena ao lado de Arthur Santos, mestre-sala oficial da Estrela do Terceiro Milênio.
Além do trabalho nos projetos de formação, a artista atua como docente, coreógrafa e curadora na Escola São Paulo de Dança, ampliando sua contribuição para a educação artística e o desenvolvimento de novos profissionais.
“Mesmo sendo docente, nunca deixo de me aperfeiçoar, buscar novidades e novas referências. Estou sempre fazendo aulas com renomadas porta-bandeiras, trocando experiências e procurando as melhores formas de transmitir essa arte tão linda, rica em história, referências e ancestralidade”, afirma.
A participação no projeto social de Matheus Olivério reforça a importância do intercâmbio de conhecimentos entre São Paulo e Rio de Janeiro e evidencia o papel da dança de mestre-sala e porta-bandeira na preservação das tradições, na formação artística e na continuidade de um dos mais importantes patrimônios culturais do Carnaval brasileiro.
Ao longo de sua trajetória no Carnaval paulistano, Waleska acumula passagens por escolas como Acadêmicos do Tucuruvi, Unidos de São Lucas, Acadêmicos do Tatuapé, Tom Maior, Independente Tricolor e Morro da Casa Verde.