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Carnaval é reconhecido como patrimônio imaterial do estado de São Paulo

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O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat), reconheceu o Carnaval como patrimônio imaterial do estado de São Paulo e a decisão  já foi publicada no Diário Oficial, na edição da quarta-feira, dia 5. O parecer do órgão concluiu que as práticas carnavalescas “traduzem saberes, fazeres e uma identidade coletiva, que criam relações de pertencimento”.

A proposta inicial, apresentada pela Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, solicitava apenas o registro dos desfiles das escolas de samba como patrimônio cultural imaterial. O Conselho, no entanto, decidiu ampliar a questão e registrou como patrimônio imaterial as “práticas carnavalescas”.

“O caminho mais adequado para preservar e valorizar o carnaval realizado no estado de São Paulo é identificar e preservar as práticas preparatórias dos desfiles, e mesmo as atividades das escolas de samba que por algum motivo não chegam a desfilar na avenida, mas que realizam atividades relacionadas ao carnaval ao longo do ano”, diz o parecer.

Segundo o Condephaat, as escolas de samba são territórios onde se concentram práticas culturais coletivas ligadas ao samba e à produção do carnaval. “As escolas surgem a partir dos cordões, que se configuraram como as primeiras organizações da prática do samba em formato de procissão; que estes lugares são, historicamente, locais de sociabilidade de camadas mais populares, principalmente negros, que encontraram uma forma legitima de realizar suas práticas”, diz a justificativa.

O registro imaterial foi criado por meio do decreto 57.439, de 2011, e permite o reconhecimento de manifestações culturais do estado. O primeiro registro de patrimônio imaterial do Condephaat foi realizado em janeiro de 2016, com o reconhecimento do “Samba Paulista”. O “Virado Paulista”, tradicional prato da culinária do estado, também foi reconhecido em 2018.

Fonte – Portal G1 Notícias

Botequim da SASP