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” Coluna Di Quinta” Mais empatia com nosso Brasil popular, por favor!

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 Olá, caros leitores da SASP! Quinta chegou e a coluna retorna nesta semana com uma homenagem.

Sim… Uma verdadeira homenagem para quem tanto lutou, tanto semeou resistência nesse brasileiro chão. Mas que a história não procura valorizar da mesma forma que figuras tão clássicas, infelizmente.

O enredo da Estação primeira de Mangueira deste ano é uma verdadeira louvação. A avenida será colorida por nomes, histórias e memórias pouco contadas por aí. Verdadeiras personalidades que construíram e reconstruíram essa terra de pouco valoriza o olhar do ilustre brasileiro oprimido.

E no embalo dessa verdadeira “história que a história não conta”, nessa luta de encontros para resgatar nomes como Mahin (figura crucial na revolta dos malês, Dandara (figura de resistência em Palmares) e Luiz Gama (advogado que atuou diretamente na libertação de centenas de negros mantidos em condições inadmissíveis de vida). Hoje é dia de dedicar meus versos para heróis de brasileiro passado que o tempo insiste em colocar para escanteio. Suas histórias e ensinamentos carregam uma crueldade atemporal que assusta e também nos motiva! Definitivamente!

“(…) Brasil chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês…”
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Histórias que o tempo procura apagar (Yuri Coloneze)
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Histórias de um Brasil singular
Berço de cultura tão popular
Memórias em que jamais se pode usar o verbo “rotular”
Estamos falando de duras conquistas
Lutas pouco mencionadas em livros e revistas
Liberdade em aventureiros corações ativistas
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Dos vendedores de balaio
Líderes de feiras de mangaio
Daqueles que vivem para manter um amor pouco ameaçado
Laços de quem busca não ser caçado
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Ensinamentos de Zumbi e Dandara enquanto fortes experiências
Espaço para um negro passado de atemporais resistências
Palavras que atravessam Pelourinhos e Valongos
E ressoam nos sambas de roda e nas rodas de jongos
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Deixo versos para indígenas oprimidos
Rimas para um Rio de cortiços reprimidos
Representatividades que tentam retirar de jovens ouvidos
Através das próprias curvas de uma bela brasileira estrada
Porta de entrada para nordestina migração frustrada
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Conjunto imperativo de preconceitos tão antigos
Aqueles que vivem na prateleira dos mais fortes perigos
Hora de espalhar a esperança como singelo artigo
Prosas e músicas para quem tanto sonho incentivou
Um outro lado da nossa história que um simples apagador jamais cultivou.

Foto: Site DM

Botequim da SASP