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”Coluna Di Quinta” Um tributo para a boa malandragem!

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Olá, pessoal! Hoje é dia de coluna SASP e a coluna de hoje será dedicada para o sagrado Rio boêmio. Dos bons e velhos malandros e gafieiras, do brilho no olhar pelo bailado no riscado!
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Essa semente plantada décadas atrás ainda resiste em cada quadra de escola de samba. A paixão pelo baile em forma de samba no pé guarda uma herança direta com alas de passistas mirins e adultos.

Essas alas guardam em memória e magia, verdadeiros traços dos antigos bailes carnavalescos. Uma história de construção tão popular por excelência!

A mensagem da coluna desta semana envolve valorizar o elemento mais simples e clássico do nosso samba. A troca, o sorriso e o gingado em cada passo promovido pelo bom malandro passista!

Boa leitura!
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Rio de Saúde e Gamboa – romance de atitude, gafieira e tanta coisa boa! (Yuri Coloneze)
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Samba da migração
Melhor preparar o terno moderno para nova ação
Ele cruzou oceanos, Estados e chegou com atitude
Herança do maxixe, xote e lundu em plenitude
Urbano de cortiço e festa para uma oprimida negritude
E como ainda existia gente que achava esse ritmo tão rude!?
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Eterna dança do afronte
Melhor chamar o camburão para o samba construir novas pontes
Pelos bons e velhos costumes
É melhor não se envolver mesmo com essa gente que marca o salão com belo perfume
O sinal é forte e merece respeito
Um baile proibido, mas de forte conceito
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Esqueça a dose de cachaça e conheça o riscado
Tão doce e quente bailado
Já tem gente dizendo por aí que isso cura até resfriado!
Um binário compasso de garbo e elegância
E faz o meu velho lembrar dos seus saudosos tempos de infância
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Tempos de Tabajara em evolução
É festa com ganchos, cruzados, assaltos, facões e tranças
Calma, cidadão! São apenas nomes de movimentos marcados pelas lembranças
Os duetos são única solução
Um grande cortejo em cabarés que espalharam sensualidade através da história
Retratos de um rio boêmio guardados em singelas memórias
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Tempos antigos de velhos carnavais
Imortalizados por Zé keti, João Nogueira e Zeca Pagodinho
Para deixar muito claro que essa história do estilo escondidinho
Carrega em piston, clarinete e chorinho
O luto das cinzas de uma certa quarta feira
Traços de um chão que ainda respira gafieira
Versos de amor e saudade do cais
Tempos de passado sofrido e que não voltam jamais!

Foto: O Globo

Botequim da SASP