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Confiante, Mestre Tornado defende: “As pessoas quando nos escutam sabem que somos a Ritmo que incendeia”.

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Com cerca de 52 anos de idade, José Jorge, o Tornado, tem uma história longa no mundo do carnaval. Sua primeira ligação com um instrumento de percussão foi na torcida do time Universal da Vila Guarani, time de várzea do Jabaquara. Depois passou pelo Paulistano da Glória, Barroca Zona Sul, Vai-Vai, Gaviões da Fiel e X-9 Paulistana, na qual se tornou mestre junto ao Mestre Augusto. Após sete carnavais na agremiação da Parada Inglesa, Tornado recebeu o convite da Rosas de Ouro pra assumir o comando da bateria em 2007, nesse tempo colecionou notas máximas e contribui para o último título da entidade em 2010, no qual falava da história do cacau. Em 2013, por questões pessoais, pediu sua demissão da escola e assumiu a bateria da Imperador do Ipiranga, até migrar para a Dragões das Real, onde permanece por três anos:

“Na minha chegada na Dragões fui muito bem recebido, a escola é muito receptiva e acolhedora, realmente um Lugar de Gente Feliz. Estou Feliz em um ambiente em que todos se respeitam e o pensamento é carnaval”.

Mestre Tornado faz um trabalho forte na Ritmo que Incendeia, sempre trazendo características fortes para a batucada, uma delas é a batida de caixa, que segue um princípio de sustentação para bateria e tem alternâncias entre o centro e a borda do instrumento, dando um som mais repicado. O surdo de terceira tem um desenho padronizado, e faz seu corte dependendo da melodia do samba. Outro Instrumento de bastante destaque é o agogô, que ao contrário de muitas baterias, seu desenho é iniciado no grave e terminando no médio agudo:

A ideia inicial era dar uma “identidade” a nossa Bateria… Na minha opinião as pessoas ao ouvirem uma Bateria, tem que saber de qual escola ela é. Hoje já sabem que somos a Ritmo que Incendeia”.

Jorge da total liberdade para seus diretores trabalharem, sempre se reúnem para discutir o próximo passo. Um trabalho que desaprova individualismo e enaltece o conjunto: “Hoje considero que somos uma Bateria Firme, ousada nas bossas, mas com responsabilidade”.

Num bate papo com a SASP, Mestre Tornado comentou sobre o fato da escola ser oriunda de torcida e afirmou que a Dragões é uma escola diferenciada:

Não idolatramos o São Paulo, o que impera é o samba” e acrescenta: “Não acredito que o julgamento por sermos de torcida é diferenciado, estamos fazendo um trabalho sério e o resultado logo irá aparecer”.

A escola de samba Dragões da Real será a quarta escola a desfilar na noite do sábado, dia 25, com o enredo Dragões Canta Asa Branca.

Vamos com o regulamento embaixo do braço, mas vamos fazer o que estamos ensaiando. O Show tem que continuar”.

Botequim da SASP