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Com o riso como enredo, Dragões sacode Anhembi de alegria e se confirma na briga pelo titulo

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A Dragões da Real, terceira escola a passar pelo sambódromo do Anhembi na noite de Sexta, espalhou alegria  e fez um dos grandes desfiles de sua história, com o enredo A revolução do riso: a arte de subverter o mundo pelo divino poder da alegria. Com um impressionante conjunto alegórico, a escola da Vila Anastácio se confirmou na briga pelo titulo do carnaval.

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PROBLEMAS NA SAÍDA DA ESCOLA

Desde a abertura dos portões, o alto nível técnico do desfile se fez presente. Uma escola preparada, que mostrou força em todos os quesitos. A evolução passou perfeita, terminando o desfile em exatos 65 minutos de maneira controlada e descontraída, o que fez da Dragões uma escola solta e brincando de carnaval na avenida. A Harmonia da escola, também teve um satisfatório desempenho, com a comunidade ecoando o samba pelas arquibancadas do Anhembi.

A bateria Ritmo Que Incendeia, do mestre Tornado, conduziu a intensidade dos componentes da Dragões durante todo desfile, apresentando um grande trabalho, repleto de bossas e paradinhas, que em 2020 é ponto fundamental para os critérios de nota do quesito.

Após o desfile, Renê Sobral o intérprete da escola, concedeu entrevista para a reportagem da SASP

“Estou com uma alegria imensa, transformamos o Anhembi na Caverna Do Dragão e isso me deixa com o sentimento de dever cumprido. A Dragões fez um desfile histórico hoje, nossa comunidade não parou de cantar e isso nos prova que o trabalho foi feito da maneira correta. Amo esse lugar de gente feliz e contente.’ 

 PRIMEIRO SETOR

O desfile da Dragões da Real se iniciou pela comissão de frente, a coreografia de Ricardo Negreiros representou um jovem sonhador, que sonhava em ser artista de rua, conduzindo o seu jeito animado para a arte urbana. Ao avistar um grande caminhão mambembe (elemento alegórico da comissão) repleto de artistas, o jovem vê ali sua oportunidade de realizar seu grande sonho. O setor seguiu com o bailado de Rubens de Castro e Evelyn Silva. O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Dragões está junto desde 2017, e na passarela do samba em 2020, o casal representou os Guardiões da Alegria

SEGUNDO SETOR

Seguindo o trecho do seu samba: “Deus sorriu pra mim” a Dragões no seu segundo setor, contou com a representação do riso em tempos dos Deuses da mitologia e dom do riso em subverter situações como as Festas Dionisíacas, em Atenas.

TERCEIRO SETOR

O terceiro setor do desfile da Dragões da Real apresentou a sociedade satirizada e seus costumes engraçados e divertidos. Trouxe em suas alas e na alegoria grandes nomes da arte que usaram suas obras para zombar dos poderosos governantes – nomes como Moliére e Shakespeare foram lembrados- e mostrou que a arte de sorrir torna-se um meio poderoso de brincar com a realidade e diversidades sociais.

QUARTO SETOR

O penúltimo setor da escola fez uma reflexão sobre os atos de censura e abuso perante a sociedade. A Dragões mostrou que por muitas vezes o riso teve que ser contido, proibido ou manipulado por grandes veículos. A representação maior, foi citada sobre os programas humorísticos nos tempos de ditadura militar, onde esses programas foram impossibilitados de irem ao ar.

QUINTO SETOR

O último setor da escola trouxe o poder do riso. Mostrou a importância de um sorriso, a capacidade de alterar realidades duras e o poder de cura que o riso tem. A bateria “Ritmo que incendeia” veio representando as fanfarras, uma maneira de representar a alegria através de um conjunto de instrumentos.

A última ala da escola fez uma homenagem aos “doutores da alegria” uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que introduziu a arte do palhaço no universo da saúde, intervindo junto a crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social em hospitais públicos. A ong propaga a mensagem que o riso pode curar.

Botequim da SASP