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Especial Mestres: “Podem esperar uma bateria muito bem ensaiada, feliz e comprometida”, promete Mestre Moleza.

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Na última série de entrevistas com os mestres do carnaval de São Paulo, o #EspecialMestres bateu um papo com um dos grandes personagens em ascensão no carnaval atual, o Mestre Moleza.

Rodrigo Neves iniciou sua trajetória no carnaval em 1996, no Águia de Ouro, agremiação do bairro que nasceu. Pouco tempo depois, o Juca, atual mestre do Águia, convidou Rodrigo para assumir a bateria mirim. Como ritmista passou pela Mocidade Alegre e Mancha Verde, escola na qual se tornou mestre em 2007, ao lado do Caju. Permaneceu na entidade até 2012, e assumiu a bateria da Unidos de Vila Maria.

“Parece que foi ontem mas já caminhamos pro nosso sexto carnaval na Vila Maria. Não formamos apenas uma bateria, mas formamos uma família, união essa que reflete em nosso ritmo”, afirma.

Além de São Paulo, Moleza também desfila nas baterias do Rio de Janeiro há 12 anos, são elas: Unidos da Tijuca, Portela, Salgueiro, Porto da Pedra, Mocidade Independente de Padre Miguel, Mangueira e Imperatriz Leopoldinense.

Num papo exclusivo e descontraído com a equipe de reportagem da SASP, Mestre Moleza explica a origem do seu apelido:

“O responsável pelo apelido foi o Mestre Juca, onde nas minhas primeiras apresentações a rapaziada ficava tomando umas, e eu dormia perto dos instrumentos” (risos), “O Juca dizia que eu era um moleque mole, o apelido ficou e pegou. Também tinha outro Rodrigo na bateria que pra mim é uma baita referência no instrumento”.

Logo quando chegou na Vila Maria, Rodrigo começou um trabalho de renovação, fundamento e formação de novos ritmistas. A Cadência da Vila segue fortes características em seu ritmo, inclusive o andamento que valoriza a sonoridade do ritmo aliada a uma equalização diferente. A afinação de determinados instrumentos, como Tamborins e surdos, carregam uma identidade original e difícil de ser encontrada nas demais baterias. A batida de caixa é cheia, por isso não necessita de caixas graves e com a batida direta. A levada do surdo de terceira é realizada no contratempo, porém acompanha a melodia do samba com os desenhos executados. As criações de bossas são bem livres, um diretor ou o próprio mestre cria, e com o tempo sofre algumas alterações pra trazer o melhor arranjo pra avenida. Sugestões de ritmistas também são aceitas. Três bossas estão sendo ensaiadas para a avenida.

Sobre isso, Mestre Moleza afirma: “Todos os nossos arranjos serão inspirados e influenciados pelo gênero latino”.

Com o enredo Aproveitam-se de minha nobreza, você não soube, não te contaram? Suspeitei desde o princípio! Não contavam com minha astúcia! Arriba Bolanõs, Arriba Vila, Arriba México!, desenvolvido pelo carnavalesco Fran Sérgio, a Unidos de Vila Maria será a sétima e última escola a desfilar no sábado de carnaval, no Sambódromo do Anhembi. Vice-campeã em 2007, a Verde, Azul e Branca vai em busca de seu primeiro título na elite do carnaval paulistano.

“Podem esperar uma bateria muito bem ensaiada, feliz e comprometida com a nossa escola. Com muita astúcia, nossa escola desfila. ARRIBA VILA”, encerra Moleza.

Botequim da SASP