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Impecável, Tom Maior encanta o Anhembi e faz o melhor carnaval de sua história

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Componentes e torcedores da Tom Maior podem se orgulhar, pois a Vermelha e Amarela fechou com chave de ouro a primeira noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo. E, analisando a primeira parte do desfile da elite, sonhar com uma volta nas campeãs ou uma briga ainda mais acirrada não é impossível para a Tom em 2018. Com um conjunto visual impecável, uma evolução leve e o canto forte da comunidade, a Tom Maior, sem dúvidas, fez o melhor carnaval de sua história na manhã deste sábado, 10 de fevereiro.

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ANÁLISE DO BOTEQUIM DA SASP

O carro de som, comandado por Bruno Ribas, e a bateria Tom 30 de Mestre Carlão endossam o coro e também foram responsáveis pela grande apresentação da agremiação no Anhembi. A escola, que já havia se destacado positivamente nos ensaios técnicos no Sambódromo, confirmou as expectativas. Os componentes, aliás, mostraram ao longo de toda pista, em um andamento tecnicamente perfeito, a alegria de viver esse momento, certamente já eternizado em corações que pulsam em vermelho e amarelo.

PRIMEIRO SETOR

As origens de Carolina Josefa Leopoldina abriram o desfile da Vermelha e Amarela. Coreografada por Robson Bernardino, a comissão de frente da escola representou a saída da princesa da Áustria de Viena para conhecer um mundo novo, com a iniciativa de sintetizar o enredo proposto de forma teatralizada. A comissão foi dividida em dois momentos, sendo a segunda a imortalização da figura da imperatriz do Brasil no carnaval, cercada por pierrôs, arlequins e colombinas.

Antes da chegada ao primeiro carro, a Tom ainda contou com uma menção à música erudita austríaca de Strauss em uma ala que antecedeu o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jairo e Simone. A dupla representou o casamento entre a princesa austríaca e D. Pedro, arranjado sob procuração conduzida pelo Marquês de Marialva. Na sequência, o abre-alas da agremiação representou o Baile de Despedida no Palácio de Schönbrunn, que sediou o Congresso de Viena e onde se deu o casamento entre D. Pedro e D. Leopoldina. Destaque para o brasão de Habsburgo, à frente da alegoria e símbolo da família real austríaca.

SEGUNDO SETOR

Na sequência, a travessia em direção ao Brasil e os sonhos do imaginário da imperatriz foram os destaques no desfile da Tom Maior. As naus lusitanas e o encontro com o clima tropical, o sol forte característico do Brasil em contrapartida com o clima frio austríaco, os índios, a fauna e a flora brasileira foram retratados nas alas da escola e, também, na segunda alegoria da escola. Destaque ainda para a fantasia da bateria Tom 30, caracterizada de D. Pedro.

TERCEIRO SETOR

A chegada da corte ao Rio de Janeiro, pela Baía de Guanabara até o Paço de São Cristóvão, foi representada no terceiro setor do desfile da Vermelha e Amarela. Neste setor, personagens da história foram lembrados. D. João VI, rei de Portugal e um dos grandes amigos de Leopoldina; as obras de Jean Baptiste Debret e o povo do Rio de Janeiro à época foram citados. Além disso, características da imperatriz do Brasil também foram lembradas, como o romantismo, a botânica e o amor à ciência. Finalizando o setor, o terceiro carro da escola contou com a representação da apresentação da imperatriz ao povo do Rio. Uma bela carruagem à frente da alegoria fez alusão ao trajeto da corte até São Cristóvão.

QUARTO SETOR

A importância política e histórica de D. Leopoldina para o Brasil foi retratada no quarto setor da escola. A independência do Brasil e o processo de abolição da escravatura em que D. Leopoldina foi extremamente responsável foram retratados nesse trecho do desfile da Tom. As imortais cartas produzidas pela imperatriz e a transição para a imortalidade de Leopoldina fecharam o setor.

No quarto carro, destaque para a representação de D. Leopoldina sobre um cavalo, no lugar de D. Pedro. Ao invés da espada empunhada, a alegoria apresentou a imperatriz efetuando o grito de independência com uma pena na mão, em alusão à importância da inteligência e participação de Leopoldina no processo. O carro ainda contou com o trem da estação que leva o nome da imperatriz no Rio de Janeiro, já fazendo a transição para a homenagem à coirmã carioca no último setor.

QUINTO SETOR

Finalizando o carnaval da Tom Maior, espaço para a homenagear a Imperatriz Leopoldinense, a região da Zona da Leopoldina e o bairro de Ramos, no Rio. Da região, que corta mais de 10 bairros da capital fluminense, nasceu o Cacique de Ramos, homenageado em uma das alas da escola. Houve espaço ainda para figuras importantes da música brasileira que nasceram na região, como Heitor Villa Lobos e Pixinguinha. A Ala das Baianas da Tom Maior, já uma das últimas no desfile da Vermelha e Amarela, representaram a coirmã Imperatriz Leopoldinense e vieram nas cores da coirmã carioca – verde, branco e dourado. Arlindo Rodrigues e Rosa Magalhães, dois dos maiores profissionais da história do carnaval brasileiro e com forte ligação com a Imperatriz Leopoldinense, também foram homenageados na sequência, assim como as históricas comissões de frente da escola de Ramos – tendo a comissão de 1997, sido a escolhida para retratação no enredo.

Finalizando o setor, e consequentemente o carnaval da Tom, a quinta alegoria da escola homenageou as glórias da Imperatriz no carnaval. Com uma grandiosa coroa, símbolo da escola, ao centro, a alegoria contou ainda com o arco da Praça da Apoteose, do Sambódromo carioca. Rosa Magalhães, Arlindo Rodrigues e Max Lopes foram homenageados, em alusão com os personagens carnavalescos Colombina, Arlequim e Pierrô. A alegoria ainda contou com menções ao título de 1995 (Mais vale um jegue que me carregue que um camelo que me derrube lá no Ceará) e 1989 (Liberdade, Liberdade! Abra as asas sobre nós).

Botequim da SASP