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O apito do Mestre! Fernando Neninho, do Pérola Negra, conversa com a equipe da SASP

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Os apaixonados por carnaval vão ao delírio com suas escolas de samba. O ano inteiro, esperam por um espetáculo, por surpresas, cores, belas alegorias e o ritmo envolvente da bateria – peça fundamental em um desfile de escola de samba. São diversos instrumentos presentes: surdos, caixas, repiques, cuícas, tamborins e muitos outros. Mas tudo isso só vira música, graças ao trabalho bem executado de ritmistas comprometidos e comandados pelo mestre de bateria.

Jovem, mas experiente, Mestre Fernando Neninho tem carnaval no sangue. Aos 28 anos, é filho de Mestre Neno, um dos mais importantes da história do Camisa Verde e Branco e do carnaval de São Paulo. A paixão pelo samba é antiga e teve início em 1990, ano em que nasceu e que seu pai assumiu o comando da bateria da Verde e Branca da Barra Funda. Desde pequeno, meu pai saia para gravar, ensaiar e eu estava sempre, filho mais presente”, ressalta Neninho.

O início nos sábados do Camisa

Em seu currículo, Neninho conquistou inúmeros prêmios, colecionou várias notas máximas e muitas passagens importantes para o seu crescimento. Começou no comando da bateria mirim do Camisa Verde e Branco em 2003, aos 13 anos. Os sábados eram dias aguardados para o menino, pois ensaiava com a garotada e ali já começava a trajetória: “Meu pai que era o mestre na época, foi ajudando e começou a deixar na minha mão”, conta o mestre.

Da Vila Albertina ao lugar do pai na Barra Funda

Em 2012, foi convidado para comandar a União da Vila Albertina. E de lá para cá, muito aprendizado e superação. O mestre, que além de seu pai aponta como algumas referências Sombra (Mocidade Alegre), Zoinho (Império de Casa Verde) e os cariocas Odilon, Marçal e Coé, foi escolhido para ser o comandante da Bateria Furiosa do Camisa em 2014 e teve de administrar o ego, especialmente dos mais antigos e desconfiados. “Até o pessoal que me viu crescer, nascer, aceitar que eu virei mestre de bateria foi difícil, pois me viam apenas como um ‘pivete’ tocando repique”, disse.

A nova casa e o desafio no Pérola Negra

Além de muitos reconhecimentos, Neninho deixou uma marca importante na escola: a formação de novos ritmistas. Perfil que, além da veia vencedora de diversas notas 10 por onde passou, o faz ser a aposta no Pérola Negra desde o ano passado. A principal característica que admira no comando da atual bateria é a forma rítmica que está sendo executada: “A maneira que estamos afinando, voltados a uma característica bem tradicional”.

Por fim, Neninho não esconde como se sente mais realizado ao pisar no solo sagrado do Sambódromo do Anhembi. “Meu melhor momento é quando vejo um trabalho meu sendo executado na avenida, sendo ovacionado pelo público. O maior espetáculo de uma escola de samba é a bateria e o povo paga tão caro e está esperando a bateria passar”, finaliza.

Botequim da SASP