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Pelé 80 anos! O Rei do futebol já foi homenageado no carnaval paulistano

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O dia 23 de outubro pode ser considerado o Natal para os amantes do futebol, pois nele celebramos o nascimento de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, que ficou mundialmente conhecido como o maior jogador de futebol de todos os tempos. Vencedor de inúmeros títulos pelo Santos Futebol Clube e pela seleção Brasileira, como as Copas de 1958, 1962 e 1970.

Em 2020, o Rei do Futebol comemora 80 anos e seu brilhantismo no esporte lhe rendeu diversas homenagens ao longo da vida, não só no mundo esportivo. Algumas delas aconteceu no carnaval de São Paulo, já que Pelé teve sua vida contada na avenida em dois enredos exclusivos sobre ele, além de diversas citações em desfiles falando da grandeza do povo negro e também sobre o futebol. Vamos relembrar cinco carnavais:

Começamos nossa viagem em 2003, quando a Barroca Zona Sul, que após oito anos de grupo de Acesso, retornou à Elite do samba paulistano levando para o Anhembi o enredo De Três Corações a Coroação. Quem Sou Eu? Rei Pelé, que foi desenvolvido pelo carnavalesco Mauro de Oliveira e também por Rosa Magalhães, que assinou o projeto, mas não participou de sua execução.

Na ginga, a bola de pé em pé (OLÉ)
Explode em delírio a multidão (É GOL)
De Três Corações vem o Rei Pelé
Dando show, é campeão!

A entidade abriu os desfiles de sexta com 3.700 componentes, 25 alas e seis carros alegóricos. Foram, usadas mais de 50 mil bolas na decoração de alegorias e fantasias. O homenageado não compareceu ao desfile e a verde e rosa da zona sul não fez um grande desfile, ficando na última colocação. A escola não foi rebaixada, pois não houve rebaixamento neste ano.

 

Em 2011, Pelé foi tema da Torcida Jovem do Santos, que fez sua estreia no grupo de Acesso com o enredo Quem foi rei nunca perde a majestade, do carnavalesco Pedro Pinotti. O desfile aconteceu um domingo de muito frio e chuva em São Paulo e com atraso, por conta da demora da chega dos jurados no Anhembi. Os destaques da apresentação ficaram com a comissão de frente, vestida de bobos da corte e um tripé de apoio em formato de uma coroa real, e a última alegoria, que homenageava Pelé, com uma escultura gigante do jogador, que também não compareceu ao desfile.

Torcida Jovem eu sou
Com muito amor e fé
Futebol pura magia tem um Rei
É Pelé!

Com um desfile abaixo da média, a escola amargou a última colocação do grupo de Acesso e assim foi rebaixada ao antigo grupo 1, atual Grupo de Acesso 2. Confira a samba abaixo:

No carnaval de 2010, no ano da Copa da África do Sul, a escola de samba com maior torcida da cidade, a Vai-Vai, aproveitou o gancho para levar ao Anhembi o enredo 80 Anos de Arte e Euforia, “É Bom no Samba, É Bom no Couro”. Salve o Duplo Jubileu de Carvalho, que contava a história das Copas, torneio que teve início em 1930, e também sobre a escola, fundada em 01 de janeiro do mesmo ano.

Corta o beque, faz a finta, olé
Majestade soberana, Pelé
A voz do povo que ecoa da favela
É Mandela

Para contar o enredo, cinco carros alegóricos e 28 alas fizeram alusão a alguns dos principais fatos da história nesse período: 2ª Guerra Mundial, Guerra Fria, ditaduras militares pela América do Sul, a Queda do Muro de Berlim. Para contar a história das Copas, os países sedes, os campeões e os estádios. Nessa mistura toda, claro que Pelé foi lembrando, não só na parte visual, mas também no refrão do samba, citado acima.

A Nenê de Vila Matilde, que em 1997 exaltou o povo negro com o enredo Narciso Negro, do genial carnavalesco Tito Arantes.  O samba citou grandes negros ao longo da história, entre eles, o Pelé, citado no samba eternizado por Dom Marcos.

Hoje o negro sim
No esporte,
Na cultura e religião
É o orgulho
Deste mundo inteiro
Ademar foi o primeiro
Rei Pelé, eterno campeão

Considerado por muitos como um dos maiores desfiles do carnaval Paulistano, a comunidade da Nenê viu a escola renascer após anos de desfiles ruins. A esperança da vitória tomou conta da comunidade matildense, já que a entidade liderou a apuração por 8 quesitos. O título escapou na leitura das notas de Comissão de Frente e Alegorias, terminado a apuração com a terceira colocação.

Terminamos nossa viagem em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil. A abertura da Copa foi no estádio do Corinthians, no bairro da Itaquera, gancho perfeito para a Leandro de Itaquera, que voltou ao grupo Especial levando para o Anhembi o enredo Ginga Brasil, Futebol é Raça. Em 2014 a Copa do Mundo começa aqui, desenvolvido pelo carnavalesco Marco Aurélio Ruffinn e chancelado pela Fifa, detentora do termo Copa do Mundo.

Num toque de classe aqui chegou
Charles Miller o esporte consagrou
Tocou para o povo, driblou a nobreza
A felicidade venceu tristeza
E dos heróis se fez Pelé, a realeza!

Com cinco alegorias, 28 alas e 2.800 componentes, a mais simpática de Itaquera contou a história das copas e o lado social do futebol, claro citando grandes nomes do esporte, entre ele, Pelé. Porém, a entidade enfrentou um dos maiores dilúvios já vistos no Anhembi, com chuva de granizo durante boa parte de sua apresentação. A escola ficou na última colocação do Especial, sendo rebaixada para o Acesso.

Botequim da SASP