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Projeto Mulheres no Ritmo comemora quatro anos

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Em 20 de abril de 2016, nascia o Projeto Mulheres no Ritmo, mas sua motivação vem de muito antes. Convidada a conceder entrevista para uma plataforma voltada a mulheres nas arquibancadas dos estádios de futebol, a fundadora e atual presidente, Carol Santos, comentou sobre o preconceito que sofria por ser uma das poucas mulheres nesse ambiente.

Além de torcedora, Carol era ritmista na escola de samba oriunda desta torcida e, por muitos momentos, precisou comprovar sua precisão e qualidade rítmica ao tocar surdo de segunda, um instrumento ainda mais comum entre os homens. Motivada por essas situações, a presidente decidiu criar um canal de comunicação para dar voz a todas as ritmistas com relatos em comum. Assim nascia o Mulheres no Ritmo.

Atualmente, a equipe conta com 14 colaboradoras envolvidas com ritmo, seja nas arquibancadas, frequentando as quadras, sendo ritmistas universitárias ou de escolas de samba e, por mais que tenham em comum o gênero, frequentam os mais diversos ambientes, o que faz com que outras e tantas se identifiquem, acompanhem e compartilhem assiduamente o trabalho.

A atuação do MNR, como é carinhosamente apelidado, abrange desde os meios de comunicação online, até os presenciais, dialogando com mulheres do Brasil e do mundo. São textos, fotos, vídeos, inúmeras artes em redes sociais, 2 dois eventos de médio porte realizados, fonte para TCC, grupo em WhatsApp, venda de produtos, parcerias e cobertura de festas.

Um dos maiores feitos ocorreu neste ano, quando o Mulheres no Ritmo tornou-se imprensa oficial do Carnaval de São Paulo. Além dos vídeos e entrevistas, registrou mais de 12 mil fotos, durante os 20 ensaios técnicos e os 4 dias de desfiles, exaltando assim as mulheres das 34 escolas do Grupo Especial, Acesso 1 e Acesso 2.

As ações do projeto estão centralizadas no eixo Rio – São Paulo, até pela disponibilidade das voluntárias, mas a presidente Carol afirma: “Meu sonho é ter pelo menos uma representante do MNR em cada estado brasileiro e porque não em outros países, por que não em outros países pois por mais que a gente dialogue com todas essas mulheres, queremos mostrar que lugar de mulher é onde ela quiser e juntas somos fortes”. Esse crescimento vem sendo acompanhado por muitas pessoas, não é a toa que agora, no mês de seu aniversário, o projeto está recebendo uma série de elogios e homenagens em suas redes sociais.

Botequim da SASP