Por Fabio Parra/SASP Carnaval
BRASIL (Acesso)
O Carnavalesco Leandro Oliveira desenvolveu com competência o enredo sobre a brasilidade, entregando um desfile modesto, porém digno. Fabiano e Sandra estavam visivelmente emocionados em ostentar o pavilhão 16 vezes campeão, assim como a elegante Velha Guarda. O belíssimo samba, defendido por Tim Cardoso e sustentado pela impecável bateria “Feitiço Brasileiro” confirmam a Brasil como uma das mais respeitáveis agremiações do país, mas o canto sem vigor das alas podem atrapalhar o sonho de retorno ao Grupo Especial.

IMPÉRIO DA VILA (Acesso)
Raçuda. Nenhum outro adjetivo cabe a essa jovem escola – que tem o tigre como símbolo – para este carnaval. Raçuda estava a ensaiadíssima comissão de frente, a bateria e o intérprete René Sobral. Belíssimo estava o abre-alas e o 1° casal de mestre-sala e porta-bandeira Robson Poleme e Yasmin Medeiros, que esbanjaram beleza e sedução em um bailado hipnotizante e carismático. O enredo, sobre as muitas Marias que encantam a humanidade, foi desenvolvido pelos carnavalescos Carmen Lamela, Dionizio Bezerra e Michael Smith. O belíssimo samba foi feito por apenas dois compositores: Carlos Henrique e Ewerton Formiga. Um desfile emocionante e com gosto de Grupo Especial!

BANDEIRANTES DO SABOÓ (Acesso)
Terceira escola a se apresentar na Passarela Drauzio da Cruz, a Bandeirantes transcendeu o clássico Alice no País das Maravilhas para o sonho do carnaval com seu enredo desenvolvido pela carnavalesca Helena Nunes. Contando com apenas uma alegoria e com um conjunto modesto, os destaques ficaram por conta da caprichada fantasia do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira e pela belíssima e original ala de baianas.

UNIÃO IMPERIAL
A primeira escola do Grupo Especial jogou, sem clemência, a régua lá pro alto! Mostrando excelência em todos os quesitos e não abrindo mão da garra e empolgação, a verde-rosa-dourado do Marapé trouxe os orixás de seu enredo e o seu próprio axé. O enredo “A Consagração em Orixá: Renascer em União é a Chave da Vida”, do carnavalesco Wallacy Vinicyos foi desenvolvido com alegorias e fantasias primorosa e o samba, cantado por Chitão, crescia a cada passagem, sustentado pela bateria de mestre Fábio Manguinha. A União é séria candidata ao título, e merecidamente.

REAL MOCIDADE
“Santos, 480 anos. Mundaréu do povo, cultura em revolução”, do enredista Diego Araújo, homenageia os 480 anos da querida cidade de Santos sob a ótica de um de seus mais célebres filhos: o jornalista e dramaturgo Plínio Marcos. Às modestas fantasias e alegorias, a escola respondeu com um desfile disciplinado e com muito canto em suas alas.

VILA MATHIAS
Seguindo nas homenagens aos 480 anos de Santos, a Vila Mathias exaltou outro filho ilustre da querida cidade: ninguém menos que o líder quilombola Pai Felipe e seu precioso legado. Bem vestida e com alegorias primorosas, a escola derrapou na evolução no primeiro módulo de jurados, o que pode contar preciosos pontos neste retorno ao Grupo Especial.

INDEPENDÊNCIA DO CASQUEIRO
Para comemorar seu cinquentenário, a vermelha e branca do Jardim Casqueiro (Cubatão) inspirou-se no seu próprio símbolo – o Grilo Falante – para um mergulho no mundo das fábulas. O carnavalesco Raphael Soares deu uma verdadeira aula de criatividade no uso da espuma para a confecção dos chapéus das alas. Outros pontos altos do desfile foram a carismática comissão de frente e o ritmo seguro da bateria de mestre Matheus Oliveira, com desenhos clássicos de tamborins que guiaram o bom samba-enredo, que cresceu a cada passagem. Como lição-de-casa, a escola precisa fazer um trabalho pra conquistar uma evolução mais vibrante e condizente com a força de sua bateria.
